17 de maio de 2014

O Melhor da Vida I Marcelo Jeneci

O que vale nessa vida
Tem um pouco do seu jeito
Jeito do seu corpo, jeito do seu pensamento
Jeito de gostar dos outros cada vez gostando mais
Do seu jeito de falar tranquilo
Como quem promete e faz
O que vale nessa vida é ver como você aproveita
Desde a hora que levanta até a hora que deita
Quando escolhe a coisa certa é tudo sem receita
Quando perto de você a própria confusão se ajeita bem
E me vem que a vida vale mil
Mil vezes sou nós dois
Mil meses de amor
Antes de ter prorrogação
Se a vida é por um fio
Valeu pra quem já viu
Seu jeito de tocar no coração
E nas noites que o tempo para e você me abraça
Sinto que o melhor da vida sempre vem de graça
Sinto que o melhor momento é aquele que não quer passar
E que dura toda a eternidade
E isso é só pra começar
O que vale nessa vida, vale como um bom presente
Cai do céu, um bem que a gente sente
Vem como você vem antes de eu me preparar
E me diz: Vai ficar aqui, pois aqui é seu lugar
E me vem que a vida vale mil
Mil vezes sou nós dois
Mil meses de amor
Antes de ter prorrogação
Se a vida é por um fio
Valeu pra quem já viu
Seu jeito de tocar no coração
E me vem que a vida vale mil
Mil vezes sou nós dois
Mil meses de amor
Antes de ter prorrogação
Se a vida é por um fio
Valeu pra quem já viu
Seu jeito de tocar no coração

16 de maio de 2014

EU FUI DEMITIDO HOJE NO ANO PASSADO - #eumechamoANTONIO

No dia 13 de maio de 2013, logo pela manhã, fui chamado pela minha gestora para uma sala pequena onde me foi anunciado que eu não estava mais nos planos da empresa. Em outras palavras, eu tinha sido desligado das minhas funções de redator/editor de conteúdo digital de uma das maiores startups de compras coletivas do país. Acho engraçado: hoje as pessoas são desligadas como se fossem uma velha máquina de lavar, um liquidificador inútil, um computador que não se adaptou ao novo sistema. Saudade do tempo de quando éramos demitidos! 
As pessoas se tornaram máquinas. Algumas pifam por vontade própria ou pelo tempo de uso e precisam ser imediatamente trocadas para não interromper o ciclo lucrativo de metas – planilhas – apresentações – reuniões – resultados; outras são simplesmente arrancadas da tomada sem esperar, da noite para o dia. Conheço outras ainda que são desconfiguradas do modus operandi:acordar-trabalhar-dormir. Isso quando “dormir” consegue ser encaixado no briefing do dia.
Eu faço parte das que foram desligadas porque a realidade da corporação não exigia mais tantas pessoas fazendo a mesma função. Até onde eu sei, minha máquina não apresentava defeito algum, meu processador ainda não tinha dado pane e minha memória ainda tinha bastante espaço para armazenar novos desafios. Mas, uma coisa é certa, às vezes é bom reiniciar nossa vida e procurar uma nova configuração para os nossos sonhos e evitar assim um boot inesperado. 
Se não fossem esses ciclos, a vida seria tão quadrada. Recomeçar sempre dá medo. Se recomeçar fosse um território, sem dúvida, faria fronteira com a Islândia, a Sibéria ou o Polo Sul. Dá um frio imenso na gente, parece que um iceberg desperta sem avisar e que o mundo de repente congela. Mas acho que esse medo é a vida espantando o que nos acomoda, ou incomoda. E acho que esse frio é a coragem esfriando nossa incapacidade de agir. E acho que esse iceberg é só um imenso amigo que quer nos levar para um porto seguro. E é lá que a vida precisa recomeçar.
Passado o susto do inesperado, ainda naquela pequena sala, minha gestora, visivelmente emocionada, disse que eu tinha tudo para brilhar lá fora e que seria melhor para mim. Na época, paralelamente ao trabalho, eu desenhava timidamente algumas coisas em guardanapos e tinha acabado de abrir uma página na internet (vocês provavelmente devem conhecer: Eu me chamo Antônio) para dividir essas criações com quem se interessasse. Realmente, seria melhor eu ter um tempo para me dedicar ao que eu acreditava ser o que eu faria daqui para frente. 
A partir daquele momento, comecei a levar a sério o que eu amava. No fundo, eu já queria pedir demissão, mas não sabia como exteriorizar isso, me faltava coragem para verbalizar essa vontade que vivia bagunçada em mim há um tempo. Faltava só organizar as letrinhas e… ter coragem! Ah, se a gente soubesse dos milagres que a coragem é capaz de produzir!
Quando algo lhe incomoda ou quando você começa a sentir uma angústia constante e não consegue pôr para fora, saiba que está acontecendo um diálogo entre você e o seu mundo interior. Pode ter certeza, ele não erra: algo está errado! Você não se encaixou nesse serviço. Ali não é o seu lugar. Aquele não é seu amor. Tenha coragem: peça demissão, mude de ares, termine o seu namoro. Hoje, completo um ano, exato 365 dias sem um emprego convencional. 
Não estou querendo dar um ctrl + alt + del no mundo corporativo, longe disso. Afinal, aprendi demais naquele ambiente, conheci pessoas incríveis e tive a sorte de vivenciar histórias inesquecíveis. Eu apenas descobri o que realmente me faz bem. Não que eu estava infeliz, mas meu caminho não era por aquela estrada.
Obrigado por terem me arrancado da tomada, agora eu posso me ligar no que me dá luz. Conquistar o que a gente ama é libertador.
*PEDRO GABRIEL nasceu em N’Djamena, capital do Chade, em 1984. Filho de pai suíço e mãe brasileira, chegou ao Brasil aos 12 anos — e até os 13 não formulava uma frase completa em português. A partir da dificuldade na adaptação à língua portuguesa, que lhe exigiu muita observação tanto dos sons quanto da grafia das palavras, Pedro desenvolveu talento e sensibilidade raros para brincar com as letras. É formado em publicidade e propaganda pela ESPM-RJ e criador de “Eu me chamo Antônio”, perfil do Instagram e página do Facebook que deram origem ao livro Eu me chamo Antônio, lançado pela Intrínseca.
Fonte: http://www.intrinseca.com.br/site/2014/05/eu-fui-demitido-hoje-no-ano-passado/

5 de novembro de 2013

De que fomos feitos?

Fomos tecidos como tramas enredadas nos fios da espera. Nossa sorte está enlaçada nos abraços e nas despedidas. Aprendizes de feiticeiros, misturamos contingência e necessidade na receita que pode nos ajudar a achar o significado da esperança. Somos um enigma feito de susto e descanso, sombra e luz, tragédia e comédia, acerto e erro.
Fomos talhados no único granito que o tempo não corrói: a impermanência. Não passamos de um conto ligeiro. Trágicos, descemos as escarpas do tempo. Inebriados pelas alturas, invejamos as águias que passeiam, sobranceiras, acima da nossa pequenez. A brevidade parece não nos assustar. Preferimos os patamares sólidos a ousar. Passamos anos sem ver as magníficas paisagens que os abismos nos oferecem. Tolos, resignamo-nos à mesmice; sem coragem para driblar a morte esperamos que ela tome iniciativa.
Contentes, aceitamos a sina de nos manter esboços de uma imaginação nunca concretizada. Aceitamos fantasias que nos mascaram de nós mesmos. Quebramos espelho para não encarar os absurdos que nos esbofeteiam. Sabemos da estupidez da miséria, mas nos convencemos: não há muito o que fazer – também jogamos para bem longe, tudo além-mar fica distante. Não faltam bons argumentos para explicar a insanidade da guerra – qualquer uma pode ser considerada “guerra justa”. Se nos deparamos com a injustiça, a gaveta da providência divina cabe um horror a mais. Se por um algum momento parecemos realistas e peitamos o mal, na maioria das vezes não passamos de tímidos, indiferentes para com os indefesos. Se propagandeamos altruísmo, o próximo mais próximo sabe: somos interesseiros.
Fomos formados com réstias dos desejos de nossos pais. Crescemos para cumprir vontades e expectativas alheias. Por mais que nos blindemos, não achamos jeito de preservar o coração dos germens da maldade. No esforço de não sucumbir à ferocidade humana, tentamos achar poesia nas estrelas e romantismo na lua. O mundo nos asfixia. As tribulações nos fadigam. As tempestades nos desesperam. Daí a necessidade de dizer que o arco-íris, mais que um fenômeno físico, traz mensagem divina.
Apenas respirar não basta. Ansiamos pela emoção de soluçar com a ternura. Teimamos em brindar momentos significativos, mesmo que efêmeros. Inconformados com a afobação dos anos, confessamos às paredes: amamos viver.
Fomos criados faíscas do Mistério. A eternidade cabe dentro da gente. Por isso não nos contemos nas cercas. Nossa vida pulsa com inquietude. Nascemos para repensar roteiros, queimar bulas, rasgar mapas. Demandas e ameaças do rei não nos intimidam. Se nos dizem este é o melhor mundo possível, rebeldes, imaginamos outro reino. Corajosos, encaramos a sina do possível não-ser com esperança. Espezinhamos a ameaça da fatalidade. Fazemos música com o fado.
Contraditórios, claudicantes, cruéis, benignos, solidários,  artífices do bem, fomos feitos do amor de Deus.
Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim

12 de agosto de 2012

Como vai você?



Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.
Seja humilde e permanecerás íntegro.
Curva-te e permanecerás ereto.
Esvazia-te e permanecerás repleto.
Gasta-te e permanecerás novo.
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar e por isso é notado.
Ele não se elogia e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no mundo pode competir com ele.

Decida então!


11 de agosto de 2012

20 dicas de sobreVivências...


1 Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

2 Mantenha sempre suas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

3 Só leia coisas que faça você se sentir bem (ou procure manter a aparência de quem está bem enquanto lê coisas ruins), caso você morra durante a leitura.

4 Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos!

5 Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.

6 Se você emprestar R$500 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.

7 Pode ser que o único propósito da sua vida seja servir de exemplo para os outros.

8 Nunca compre um carro que você não possa manter.

9 Quando você tenta pular obstáculos lembre-se de que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

10 Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante, dance, e pronto.

11 Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.

12 Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

13 Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.

14 Quando tudo parece estar vindo na sua direção,provavelmente você está no lado errado da estrada.

15 Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.

16 Alguns erros são divertidos demais para ser cometidos só uma vez.

17 Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.
18 Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

19 Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que contemplam a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".

20 Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

6 de agosto de 2012

Dica de leitura




Calixto é um homem comum, mas, como tantos cidadãos ele, acorda cedo para fazer parte do labirinto da vida cotidiana. À noite, volta para casa onde encontra sua mulher e sua filhinha, nada mais normal. Mas não é disso que esta obra trata. Sem que ele queira, tudo começa a não fazer mais sentido. Calixto parece não saber como reagir, se é que quer fazer isso. Suas tentativas logo se mostram infelizes e sua conformação incomoda, embora ele tenha a sua frente um portal para mudar tudo.

A arte não imita a vida!


Se eu não tivesse tão fora de moda... III

... eu iria falar em Amizade.

Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem.

O apoio, o interesse, a solidariedade de uns pelas coisas dos outros e vice-versa.

A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar.

Se eu não tivesse tão fora de moda... II

... eu iria falar de Sinceridade.

Sabe, aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo e outras coisas mais.

Aquela sensação que embriaga mais que a bebida. Que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas.


A admiração pelas virtudes e aceitação dos defeitos, mas sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencerem, sem o direito de possuir. 

5 de agosto de 2012

Se eu não tivesse tão fora de moda... I

... eu iria falar de Amor.

Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo.

Daqueles momentos que  só quem já amou um dia conhece bem.

Daquela vontade de repartir,  de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las  no egoísmo material da posse, mas  para doá-las  no sentimento nobre de amar.

4 de agosto de 2012

Aqui é o meu lugar!

Parabéns, João Pessoa.
Cidade que já tem alguns séculos,
mas tem corpinho de adolescente
e sofre das mesmas crises de qualquer 
jovem garota.
Cidade que já levou o meu nome,
ou seria o meu nome que veio da cidade
- Philipéia de Senhora das Neves.
427 anos de fundação e cada dia é descoberta 
por tantos outros que aqui chegam.
Redescubra todos os dias,
em todos os cantos,
de qualquer modo esta Pessoa: João, João Pessoa.

Design é pensar o que ainda não se pensou!